Inúmeros clientes me perguntam qual seria o melhor visto para migrar para os EUA: a minha resposta sempre acaba no EB-5 (a não ser aqueles que tem a possilidade de migrar através de vinculo de parentensco como o casamento).

Contudo, há muita informação errada na internet e muitos centros que não tem a menor idéia de como funciona o processo neste visto.

Estima-se que a quantidade de brasileiros que aplicaram em 2014 triplicou deste a última análise.

O programa dá o green card a quem fizer esse investimento, que pode chegar a $1 milhão se a área escolhida para o investimento não tiver alto índice de desemprego. O sistema existe desde os anos 1990, mas vem ganhando força recentemente, puxado principalmente pelo interesse dos chineses, que representam mais de 80% dos que pedem acesso ao programa.

O número de vistos aprovados pelos EUA por esse sistema cresceu 38% no ano fiscal de 2014 (de outubro de 2013 a setembro do ano passado), chegando a 5.115, cifra ainda pequena perto dos cerca de 1 milhão de green cards distribuídos por ano. Um dos motivos para o crescimento foi a crise de 2008 que fez secar fontes de financiamento tradicionais.

O programa permite que empresas consigam dinheiro para seus projetos a juros baixos, já que em geral o investidor está mais interessado no visto do que no retorno financeiro em si.

Os brasileiros representam fração pequena do programa : foram 17 vistos aprovados em 2014 e nove em 2013, segundo dados do governo americano compilados pela Exclusive Visas, que presta consultoria a investidores. A questão é que os processos podem demorar até 18 meses para serem concluídos, então, esse número tende a crescer bastante.

Há agora um movimento ainda restrito, mas crescente, de empresas brasileiras usando o EB5 para atrair investidores brasileiros.

As companhias admitem que não se trata de um investimento bom do ponto de vista do retorno – o argumento de venda é mesmo o visto.
“É muito mais a aquisição do ‘green card’. A taxa de retorno é muito baixa. A poupança rende mais do que isso”, disse ao jornal Folha de S.Paulo Rodrigo Perri, sócio-diretor da Vivenda do Camarão, que fechou dois contratos nesse modelo em 2014.
A empresa começou a abrir unidades próprias nos EUA em 2013, sob a marca Shrimp House, e hoje tem seis restaurantes – todos na Flórida.

EB5
Para atender os requerimentos do visto EB-5, os investidores estrangeiros devem fazer um investimento de capital em uma entidade empresarial com fins lucrativos dos EUA. O montante de investimento necessário depende da localização e tipo de negócio que receberá o investimento. Em geral, o investimento de capital deve ser de US$1 milhão de dólares cotados ao preço do mercado atual dos EUA. Os investimentos realizados em locais economicamente deprimidos chamado Área de Emprego Alvo (TEA). ou em áreas rurais podem se beneficiar de um investimento mínimo de 500 mil dólares.

Investimentos do EB-5 têm que criar 10 vagas de trabalho em tempo integral nos EUA por pelo menos 2 anos.

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