imigrantes imigrante  Indocumentados advogado de imigração em  miami orlando  new york advogados visto eb5 h1b l1 eb-5  vistos brasileiros immigration green card cartão de trabalhoExistem certas questões que a resposta sim ou não gera com as emoções de cada um. Neste caso da reportagem abaixo, trata-se de uma imigrante indocumentada que necessita de um transplante de rim através do sistema de saúde “publico” que custaria mais de 100 mil dólares aos cofrespúblicos.

Por um lado existe o argumento de que ela nunca pagou imposto então não deveria ter o direito de usufruir a mais do que já tem como assistência emergencial.

Por outro lado tem a questão humanitária onde há a necessidade de obter uma qualidade de vida decente. Você decide.

http://www.acheiusa.com/Noticia/Imigrante-nao-pode-transplantar-rim-por-ser-indocumentada-17134

O status migratório da salvadorenha Ruth Villaltas, residente em Long Island (NY), pode ser um detalhe fatal na sua luta pela vida e a longa espera por um transplante de rim. Os rins de Ruth pararam de funcionar durante a gravidez e seu marido está disposto a doar um dos seus órgãos, se for compatível. O casal é indocumentado, portanto, os médicos da clínica onde ela realiza hemodiálise informaram-lhe que um transplante nessas condições seria “impossível” nos EUA, segundo o jornal NY Daily News. As informações são do site Brazilian Voice.

“Esse país me ajudou tanto, mesmo que eu não tivesse os papéis. O meu sonho é poder encontrar uma forma, algo que me dê a oportunidade de viver sem a hemodiálise”, disse Villalta ao jornal, que foi internada recentemente depois de tossir sangue e perder temporariamente a visão. “Se você considera todas as pessoas iguais, como pode deixar alguém morrer porque ele não tem os documentos?” Questionou. Ela relatou que se sente fraca, cansada e enjoada após cada sessão semanal de hemodiálise.

No Hospital Good Samaritan, em Long Island (NY), onde Ruth é atendida, os médicos discutiram a possibilidade de transplante com ela, mas interromperam o processo quando ela informou-lhes que vivia ilegalmente no país. “Quando eles me perguntaram pelos documentos, tudo mudou”, relatou ela.

Caso fosse residente permanente (portadora do green card) ou cidadã norte-americana, ela poderia ter o transplante coberto pelo programa Medicare que beneficia pessoas de qualquer idade com doenças renais em estágio final. Entretanto, devido ao seu status migratório irregular, Ruth tem direito somente ao Medicaid emergencial, que cobre indefinidamente as suas duas sessões de hemodiálise semanais no estado de Nova York, mas não um transplante de órgão. O programa Medicare gasta $106 mil por um transplante de rim e $72 mil anuais com um paciente em processo de hemodiálise, segundo o Sistema de Dados Renais dos EUA.

Ruth imigrou com o marido, Francisco Villalta, que trabalha na construção civil, em 2009. A princípio, ela se sentia bem e trabalhava em um laboratório farmacêutico, mas teve que deixar o trabalho depois que os problemas de saúde começaram. Ela descobriu que sofria de problemas renais depois de sofrer um aborto espontâneo no 5º mês de gravidez. Ela foi levada à emergência do hospital; onde foi informada pelos médicos que o aborto foi provocado pela falência nos dois rins. Ela foi mantida no hospital e iniciou imediatamente as sessões de hemodiálise.

Lutando pela vida, Villalta conta com o apoio de sua família, mas ainda não sabe se poderá receber o rim do marido.

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