Como advogado de imigração sou um grande crítico do sistema de imigração americano. Desta vez o alvo é a imigração relativa aos cubanos. No momento em que o presidente Obama reatou relações comerciais e políticas com Cuba, inclusive com a instalação de futura Embaixada, não há mais razão alguma para a perpetuação da política do Web foot/Dry foot.  Será que algum dia esta política irá realmente acabar? Por que este privilégio para cidadãos cubanos? Por que então não extender para cidadãos venezuelanos que enfrentam o regime comunista de Maduro? Segue abaixo reportagem do jornal Gazeta sobre o tema.

O primeiro tema tratado pela conversa histórica entre os Estados Unidos e Cuba foi um dos mais delicados: a imigração. No primeiro dia de reunião, no dia 21, os americanos defenderam continuar dando proteção especial a cubanos que chegam aos Estados Unidos, enquanto oficiais cubanos criticaram a política, dizendo que tal prática encoraja médicos a deixarem a ilha.

A conversa continuou no dia seguinte, quando os dois lados discutiram a restauração dos laços diplomáticos entre os dois países.

Embora os dois lados tenham descrito a reunião como pacífica e colaborativa, eles expuseram grandes diferenças em relação à imigração.

Além dos 20 mil cubanos que conseguem vistos todos os anos, outros 25 mil chegaram sem vistos em 2014 e foram bem-vindos aos EUA por causa da Lei de Ajustamento Cubano.

Mesmo com a negativa de Havana, os americanos disseram estar dispostos a continuar com a política “Pé Molhado/Pé Seco” (Wed Food/ Dry Foot), na qual os cubanos que são pegos por autoridades americanas no mar são devolvidos à ilha, enquanto aqueles que conseguem pisar em solo americano conseguem a permissão de permanecer nos Estados Unidos. Cuba opõe-se à política, dizendo que ela promove a imigração ilegal, tráfico de seres humanos e perigosas viagens através do Estreito da Flórida em embarcações frágeis.

Os Estados Unidos interceptaram 3.722 cubanos no mar em 2014, quase o dobro do número em relação a 2012.

“Explicamos ao governo cubano que o nosso governo está completamente empenhado em defender a Lei de Ajuste Cubano, que o conjunto de políticas relacionadas à imigração, coloquialmente conhecidas como ‘pé molhado/pé seco’ permanecerá em vigor”, disse o oficial do Departamento de Estado, Alex Lee, que liderou a equipe dos EUA nas negociações de imigração.

Josefina Vidal, o chefe da equipe de Cuba, disse que a política viola um acordo bilateral para promover a imigração segura, legal e ordenada. Cuba opõe-se à lei, dizendo que promove a imigração, tráfico de seres humanos ilegais e perigosas viagens através do Estreito da Flórida em embarcações frágeis. Os Estados Unidos interceptou 3.722 cubanos no mar em 2014, quase o dobro do número a partir de 2012.

“Explicamos ao governo cubano que o nosso governo está completamente empenhada em defender a Lei de Ajuste Cubano, que os conjuntos de políticas relacionadas com a migração que são coloquialmente conhecido como pé molhado/ pé seco muito permanecerá em vigor”, disse o Departamento de Estado oficial Alex Lee, que liderou a equipe dos EUA nas negociações de imigração. Josefina Vidal, chefe da equipe de Cuba, disse que a política viola um acordo bilateral para promover a imigração segura, legal e ordenada. Ela também atacou o Cuban Medical Professional Parole Program, que incentiva os médicos cubanos e enfermeiros que trabalham em outros países a desertarem para os Estados Unidos.

http://gazetanews.com/conversa-historica-entre-cuba-eua-comeca-discussoes-sobre-imigracao/

Publicado em 28 de janeiro de 2015 por Gazeta News

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